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May 21, 2012
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Some rights reserved. This work is licensed under a
Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 3.0 License.
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Tenho tantas feridas abortadas,
em um coração fraco e lento,
Os olhos castanho-rubros esmaecem
enquanto mordisco o orvalho.

Sem dor ou qualquer angústia,
Tanta ânsia em lágrimas roubadas,
Hibridizam-se lírios com absintos,
E as nuvens atiram pedras de gelo.

Aportarei todas minhas canções
em seu travesseiro cinzento,
Suspiros melódicos que buscam seus sonhos.
O intenso vento outonal sopra vazio.

Colori doces harmonias, que o luar ofuscou,
O metal que escorre pelas rochas explode,
Magnetiza e imanta seu macio epitélio,
Mas não sou atraído a tempo...
21/05/2012
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:iconmadchronicler:
MadChronicler May 21, 2012  Student Writer
Muito belo!

As imagens passadas me cativaram em muito.

Parabéns pelo belo poema, Faria.
Reply
:iconfaria-r:
Agradeço pelo comentário e pelo Fav.

:)
Reply
:iconb-jester:
B-jester May 21, 2012  Hobbyist General Artist
Esse leve ar de Augusto dos Anjos ficou ótimo =]

Muito bom o poema. Posso sugeri-lo para o grupo #brasil? sou moderador lá.
Reply
:iconfaria-r:
Agradeço pelo comentário e me alegro que tenha gostado. De fato tenho influência bem clara do Augusto e do Alvares de Azevedo.

Seria uma honra tê-lo no grupo Brasil :)

Um abraço
Reply
:iconb-jester:
B-jester May 21, 2012  Hobbyist General Artist
Fiz a submissão.

Imagine, foi um bom poema, parabéns.
Reply
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