Tenho tantas feridas abortadas,
em um coração fraco e lento,
Os olhos castanho-rubros esmaecem
enquanto mordisco o orvalho.
Sem dor ou qualquer angústia,
Tanta ânsia em lágrimas roubadas,
Hibridizam-se lírios com absintos,
E as nuvens atiram pedras de gelo.
Aportarei todas minhas canções
em seu travesseiro cinzento,
Suspiros melódicos que buscam seus sonhos.
O intenso vento outonal sopra vazio.
Colori doces harmonias, que o luar ofuscou,
O metal que escorre pelas rochas explode,
Magnetiza e imanta seu macio epitélio,
Mas não sou atraído a tempo...
As imagens passadas me cativaram em muito.
Parabéns pelo belo poema, Faria.
Muito bom o poema. Posso sugeri-lo para o grupo #brasil? sou moderador lá.
Seria uma honra tê-lo no grupo Brasil
Um abraço
Imagine, foi um bom poema, parabéns.